sexta-feira, 17 de junho de 2011

Los Angeles, Huntington Beach e Downtown Disney - dia 11 de junho de 2011

Pelo nosso planejamento, o dia 11 de junho seria destinado a visitar algumas praias da região do Condado de Los Angeles, como Huntington Beach e Laguna Beach, entre outros lugares bacanas.

Mas, como tudo que se planeja pode ser modificado com interferências externas, conosco não foi diferente. O dia amanheceu chovendo e frio. Como visitar praias assim??? Então resolvemos voltar a Los Angeles para visitar o Museu do Corpo de Bombeiros da cidade, que não havíamos conseguido visitar no dia anterior, pois o museu só abre para visitação aos sábados.

Lá se vão outras 33 milhas para voltar a LA, e com trânsito, para variar, mesmo sendo sábado. Claro que não era um trânsito tão intenso quanto o do dia anterior, mas, mesmo assim, era um trânsito considerável.

Pois bem, por volta de 10h, horário em que deveria estar abrindo o museu, chegamos lá. Olha daqui, olha de lá, dá uma volta nas instalações e nada de encontrar uma entrada para o tal do museu. Todos os portões fechados. No entanto, por trás das grades, conseguíamos ver que haviam pessoas no interior do museu e que a porta principal estava aberta. Resolvemos, então, dar uma olhada em uma entrada para carros que havia no fundo. Por lá encontramos um senhor ao qual perguntamos por onde nós poderíamos entrar no museu e aquele nos informou que o portão da frente seria aberto às 10h. Dei uma olhada para o relógio, como quem diz "como assim 10h??? Já são muito mais do que 10h!!!", já eram por volta de 10h20, e não precisei falar mais nada. Esse senhor, que depois descobrirmos se tratar da pessoa que organiza o grupo de voluntários que toca o museu, percebeu a mancada e nos convidou a entrar no museu por ali mesmo, pediu a um outro senhor, Mr. Ted, que nos acompanhasse e já foi dando bronca em todo mundo sobre por qual motivo os portões museu ainda, àquela hora, não estava aberto.

Superado esse pequeno detalhe de nossa chegada, veio a parte mais bacana - a visita. O Mr. Ted nos acompanhou por tudo, tivemos uma visita guiada. Ele foi muito simpático, nos mostrando tudo, contando as histórias de cada equipamento, viatura ou embarcação que havia lá, além de suas próprias histórias do tempo em que ainda trabalhava como bombeiro, já que estava aposentado havia alguns anos. Ele faz parte de um grupo de bombeiros aposentados e voluntários,  o Los Angeles Fire Department Historical Society Museum & Memorial, que administra o museu, realizando todas as atividades, inclusive de manutenção. Suas esposas os acompanham e eles passam o dia de sábado dedicados a cuidar da edificação e das peças que a compõe, pelo simples prazer de manter viva a história do seu Corpo de Bombeiros.

O museu propriamente dito é muito interessante, sua edificação, originalmente era ocupada pela Fire Station 27, 1355 North Cahuenga Boulevard., Hollywood, California, foi construída em 1930 e era a maior fire station a oeste do Mississippi, com 28 bombeiros compondo um turno de serviço e doze veículos de emergência, incluindo o veículo do Battalion Chief e um veículo apenas para carregar mangueiras. O prédio é cadastrado com Historical and Cultural Landmark nº 165 e funcionou como posto de bombeiros até o início dos anos 1990, quando foi construída a nova Fire Station 27, logo ao lado, e a edificação foi restaurada e passou abrigar o museu.

No museu é possível vivenciar as evoluções ocorridas nos serviços de bombeiros nos 150 anos, havendo materiais, equipamentos e veículos de tração animal que datam dos anos 1800. Além de toda diversidade de materiais, há uma excelente biblioteca, uma estrutura de educação comunitária, com vistas a difundir a cultura prevencionista, e um memorial aos bombeiros que morreram em serviço, à história do Corpo de Bombeiros de Los Angeles e à memória daqueles que serviram na instituição.



Memorial àqueles de tombaram em serviço - "Courageously they died, by inspiration they live".

A bonita arquitetura da Old Fire Station 27 e o simpático Mr. Ted me explicando até os detalhes do prédio

Estrelas que lembram dois bombeiros da Fire Station 27 que tombaram em serviço

Escultura doada ao museu para homenagear aqueles que perderam a vida no 11 de setembro de 2001

A moldura da foto, que aparece nessa imagem, 
foi feita com uma parte das Torres Gêmeas do World Trade Center

Antiga viatura que servia ao Battalion Chief da Old Fire Station 27

Coleção de miniaturas feitas por um bombeiro aposentado - 
os degraus das escadas dos caminhões é feito com pequenos pedaços de macarrão espaghetti

O restante da coleção - sonho de qualquer bombeiro que se preze


Antiga ambulância da Fire Station 27

Veículo de combate a incêndio da década de 60 - reparem que na época, na área de LA, 
não se usava capota nos caminhões - coisa da Califórnia, eles não gostavam!
Não parece o Red, do filme Cars, da Disney-Pixar???

American LaFrance 1937 - primeiro carro de bombeiros com capota adquirido pelo LAFD

Ford T utilizado no serviço de bombeiros do LAFD no começo do século XX

Terminado o passeio pelo museu do LAFD e como o tempo no dia estava melhorando, resolvemos ir a Huntington Beach, para conhecer o tão famoso point de surf da California e seu pier. E lá se foram mais 45 milhas e uma hora de viagem. Chegando por lá fomos almoçar, pois já havia passado, e muito, da hora. Paramos para comer no iHop, famosa rede de restaurantes dos EUA que oferece boa comida, em sabor e quantidade, por preços bem camaradas. Para falar a verdade, a quantidade é boa mesmo, tanto que é preciso estar com fome de pedreiro para limpar o prato. Detalhe, todos os pratos são servidos com uma entrada, que pode ser sopa ou salada.

Ana Paula e o prato de salada da entrada do iHop de Huntington Beach

Depois da entrada o "pratinho", composto de 
purê de batatas, milho cozido na margarina, uma rabanada (!?!?!?) e uma porção de carne

Depois de matar aquela que nos queria matar, fomos conhecer, de fato a praia de Huntington Beach. E uma coisa ainda, nessa altura da viagem, me intrigava. O pessoal da Califórnia, absolutamente, não sente frio. Nesse horário do dia era possível ficar de camiseta de manga curta, se houvesse, e você estivesse, no sol. Caso contrário, o vento é tão gelado que é preciso usar uma blusa ou uma jaqueta. No entanto, o californiano se comporta se estivesse o maior calor do mundo. Estava uns 18, 19°C e os caras na praia como se estivesse 35°C. O pessoal do surf de neoprene longo e o pessoal da "farofa" de bermuda ou biquini e na boa na água.

O fato é que, Huntington Beach, é muito bonita, limpa e, relativamente, tranquila. O pier é muito bacana e bem conservado. Como todos os outros piers do tipo que visitamos, é gigante e com estrutura que permite a circulação de carros e a instalação de estruturas enormes. O problema todo dessa região, no meu ver, é a aglomeração urbana. Não há desordem, mas as cidades estão tão adensadamente conurbadas que o deslocamento urbano no LA County se torna tão complicado que fica fácil você criar restrições a ele. Em especial quando se faz comparações do próprio EUA.

Saindo do pier e antes de voltarmos a Anaheim, demos uma paradinha para conhecer um tal International Surfing Museum que há em Huntington Beach. Nada demais, só vale conhecer se estiver passando por lá, pequeno, um pouco desordenado, sem sequência de informações e que não explica muita coisa sobre a história do esporte. Bonitinho, mas poderia ser bem melhor. O website é melhor que o real.

Aspecto da Pacific Coast Highway com a Main Street, 
em Huntington Beach, entrada do famoso pier.

Coleção de quadras de volei de praia. Para o outro lado era a mesma coisa.

A Ana Paula de cachecol e moçada lá embaixo no maior banho de mar.

Mural do Posto de Guarda-Vidas na entrada do pier. 
Notícias, informativos e os Guarda-Vidas do local

Viaturazinha mais sem graça que os caras usam!!! Ô inveja! Uma Toyota Tundra.

Essa é para o meu pai. Dá uma olhada na pia pública para limpar peixe que há no pier de Huntington Beach

O lugar é realmente um point muito bom de surf.

Entrada do International Surfing Museum em Huntington Beach

Sequência de shapes antigos em exposição

Mural na parede externa da saída do museu.

Saindo de Huntington Beach voltamos a Anaheim, sempre usando a Costa Mesa Freeway e a I 5, Santa Ana Freeway. Passamos no hotel e fomos caminhando a Disney Downtown, rua localizada entre Disneyland e o California Adventure, lotado de restaurantes, lojas da Disney e entretenimento em geral. Em um dos restaurantes estava acontecendo um baile de formatura do High School (o tradicional high school prom). E foi muito divertido ficar observando o desfile de adolescentes em roupas que a grande maioria não havia sequer imaginado usar um dia. Uma comédia. Valeu o passeio.

Obviamente, a Ana Paula fez algumas compras na loja da Disney e, depois, resolvemos comprar alguma coisa para comer no hotel, tendo em vista que os preços dos restaurantes não eram convidativos e havia fila para tudo. Mas foi um passeio bastante interessante. No dia seguinte teríamos uma nova viagem. Dessa vez, para San Diego.

 "Lojinha" na Downtown Disney

Entrada da Disneyland

 Downtown Disney

Restaurante e loja da ESPN

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Santa Barbara, Santa Monica e Los Angeles - dia 10 de junho de 2011

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos aqueles que tem nos acompanhado virtualmente nessa viagem e nos enviado mensagens carinhosas; tenham certeza que suas mensagens e pensamentos positivos nos protegem durante nossas viagens.


O dia 10 de junho começou com um café-da-manhã bem legal no Catwell's Gourmet, Market & Deli, aquele mercado que estava fechado na noite anterior na volta para o hotel. Voltando ao café-da-manhã, o lugar é muito bacana, com uma variedade enorme de comidas e bebidas, de vários lugares do mundo e das melhores qualidades, para deleite dos frequentadores. E olha que os preços nem são proibitivos. Eles tem um setor destinado àqueles que vão lá apenas para o café-da-manhã, no sistema self-service, em que você pode escolher entre uma variedade bastante generosa de cafés que são preparados na hora e várias opções de pães, donuts e salgados para serem consumidos em uma das muitas mesinhas disponíveis para os frequentadores.


Depois de alimentados, fomos a um posto de bombeiros que há nas proximidades, com a esperança de dar uma bisbilhotada no local, no entanto, levamos azar e o pessoal que não estava atendendo uma ocorrência havia saído para o teste diário dos equipamentos. Assim, demos com a cara na porta. Como não tínhamos muito tempo para esperar, fomos visitar o Santa Barbara County Courthouse, a um quarteirão a leste da State Street, na esquina das ruas Anapamu e Anacapa, uma estrutura espanhola-mourisca concluída em 1929, que ocupa toda uma quadra da região central da cidade e que foi construída na mesma área ocupada pelos primeiros colonizadores brancos que acamparam na região, acompanhando a expedição de Juan Bautista de Anza.


 Posto de Bombeiros de em Santa Barbara

Ficamos impressionados com a oficina mecânica em Santa Barbara

 Santa Barbara County Courthouse


Continuamos a viagem em direção ao sul, pela US1, em direção a Santa Monica, onde pretendíamos parar para o almoço e para conhecer o famoso pier local. No trajeto, fizemos algumas paradas para observar o visual das praias de Malibu. Realmente, nesse área o pessoal respira surf. É impressionante, não há praia onde não se encontre carros parados ao longo das estradas e seus felizes proprietários "dropando" uma "parede" do Oceano Pacífico.

Chegamos ao Pier de Santa Monica por volta de 12h30min e fizemos um bom reconhecimento do local, antes de almoçar. O que posso dizer é o seguinte, a gente só pode falar algo do que conhece, então, se alguém quiser conhecer o pier de Santa Monica, tudo bem, é uma opção. Agora, se me perguntarem o que eu acho, a resposta será a seguinte: não percam seu tempo. Se querem conhecer um pier bacana e realmente legal, vão a Santa Barbara e nem passem perto de Santa Monica. O que salvou a visita foi a oportunidade de tirar uma foto no marco que simboliza o final da legendária Route 66 e comer um delicioso sanduíche de salmão. De resto, é uma bagunça, gente demais, espaço de menos (não que o pier seja pequena, é que, realmente, há gente demais) e, crime dos crimes para um pier, um parque de diversões no pier. Me desculpem, mas pier pode ser lugar de qualquer coisa, menos de parque de diversão. Mas, tudo bem, quem sou eu para julgar o gosto de cada um.

 Apreciando as ondas de Malibu

 Posto de guarda vida em Malibu

 Fim da legendária Route 66, no pier de Santa Mônica

 Famosa roda gigante no pier de Santa Mônica (vê se pode!!!)

 Vista da praia de Santa Mônica

 Portal do Pier de Santa Mônica

 Nosso almoço em Santa Mônica, um delicioso Salmon Burguer

Esse valeu a visita


Depois da visita a Santa Monica, fomos conhecer a região de Hollywood. Chegamos por lá por volta de 15h e fomos direto ao Hollywood & Highland, um famoso e temático shopping mall da região. Deixamos o carro no estacionamento e fomos caminhar pela calçada da fama e observar alguns dos famosos teatros e casas de show, incluindo aí o Kodak Theater, onde, atualmente, acontece a prestigiada festa do Oscar. Demos uma reconhecida nas redondezas e concluímos que, afora a curiosidade que o local gera em virtude do prestígio que tem, não há realmente nada de interesse cultural no local. Nenhuma história importante para a humanidade para ser contada, a não ser as fofocas geradas pela futilidade das estrelas de cinema.

 Hollywood & Highland Center - ao fundo era para aparecer a placa de Hollywood

 Mas a placa só aparece com muito zoom, em virtude da neblina que teimava em não desaparecer

 Estátuas no Hollywood & Highland

Grauman's Chinese Theatre

Calçada da Fama

Sherek em frente do museu de cera

Teatros na Hollywood Boulevard

Uma outra vista do Hollywood & Highland


Depois da visita a Hollywood, fomos atrás do museu do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, não muito distante da área da Sunset Boulevard, no entanto, demos de cara na porta, não havíamos prestado a atenção à informação de que o museu só abre aos sábados, das 10h às 16h. Nem é preciso dizer como fiquei decepcionado com isso. Até por que estávamos de saída para Anaheim, cidade localizada a aproximadamente 30 milhas (48 quilômetros) ao sul de Los Angeles, e não, a princípio, não pretendíamos voltar para lá. Em especial, por causa do trânsito na cidade e arredores. A questão do museu do Corpo de Bombeiros de Los Angeles ainda iria gerar um desdobramento, que ficará para o próximo post, já que ocorreu no dia seguinte a esse. 

Aqui faço uma pausa para falar do Trânsito, assim mesmo, com maiúscula. É impressionante como é difícil se locomover por aqui, não importando o horário ou dia da semana. Chega a beirar o insano o número de carros que entram e saem das freeways a todo momento. Quando você pensa que a coisa vai melhorar, aí aparece outro acesso para a freeway e um número absurdo de carros entra novamente no fluxo. Depois que saímos de Los Angeles, a coisa só foi melhorar um pouco na região de Anaheim. Até esse ponto o tráfego se deu maneira extremamente lenta. E olha que não estou me referindo a estradas com duas pistas e duas faixas cada pista. O negócio é muito pior, todo esse congestionamento ocorre em estradas com duas pistas e quatro ou cinco, as vezes até seis, faixas por pista. É impressionante.

Bom, depois de todo o esforço, por volta de 19h, chegamos ao hotel em Anaheim, um Quality Inn localizado na porta do parque temático Disneyland, que deu origem a todos os demais da série. Fizemos nosso check-in e decidimos descarregar o carro e descansar um pouco, já que o dia havia sido cheio e o seguinte ainda prometia, mas isso é história para o próximo post.

Posto do Bombeiro de Los Angeles - ao lado do museu, que estava fechado nesse dia.

Pequeno congestionamento indo para Anaheim - quatro pistas de cada lado e o nó não desatava

domingo, 12 de junho de 2011

Monterey, Carmel, US 1 e Santa Barbara, dia 9 de junho de 2011 - Esse dia precisava de 28 horas!!!

Esse sim era o dia que precisava de, pelo menos, 28 horas, para que pudéssemos fazer tudo que queríamos, e acabamos fazendo. Começamos o dia às 07h da manhã e, após café-da-manhã, terminar de arrumar as malas e fazer check-out no hotel, às 08h30min saímos em direção ao sul e a Monterey.

O trânsito entre San Francisco e San Jose, 48 milhas ao sul (em torno de 77 quilômetros), estava complicado e nos tomou um tempo precioso, além do tempo não estar ajudando muito (frio e chuvisco). Chegamos em Monterey por volta de 10h30min e fomos conhecer a Cannery Row, uma rua que ainda abriga muitas das edificações que, originalmente, eram fábricas de conserva de sardinhas e cujos frequentadores inspiraram John Steinbeck a escrever o romance de mesmo nome (outro que recomendo do mesmo autor é Of Mice and Men - Sobre homens e ratos). A rua foi decorada para evocar o passado e possui uma infinidade de pequenas lojas de souvenirs e restaurantes, além do Monterey Bay Aquarium, uma imponente estrutura que avança sobre o mar e propicia ótima vista da Monterey Bay. É imperdível a sensação de ficar apreciando o movimento do mar, seu aroma característico, sentindo o vento frio da baía, em um dos vários pontos de observação da Cannery Row.

Monterey - um dos pontos de observação da Cannery Row

Ponto de observação a partir do Monterey Bay Aquarium

Cannery Row em Monterey/CA

Bubba Gump em Monterey

Após nossa curta passagem por Monterey (se vierem para esses lados, reservem pelo menos um dia inteiro para Monterey, vale a pena e há vários bons hotéis na cidade) continuamos nossa viagem, agora pela US 1, conhecida como Pacific Coast Highway, em direção a Carmel e Carmel-by-the-sea. Demos uma passada pela última, onde acabamos almoçando em um simpático restaurante da cidade, o Stravaganza (241 Crossroads Blvd, Carmel, CA 93922), onde comemos uma deliciosa pasta. Carmel-by-the-sea é um refúgio dos artistas alternativos da Califórnia, no entanto, atualmente, a cidade fervilha em suas bonitas e bem cuidadas ruas, principalmente nos finais de semana, mas o visual da cidade e o cenário da praia salva o dia. Detalhe interessante da cidade: até hoje ela não dispõe de iluminação pública, e nem pense em falar sobre isso com os locais, é guerra na certa. Depois de almoçarmos por lá, abastecemos o carro e continuamos pela US 1 em direção a Santa Barbara.

Visual da praia de Carmel-by-the-sea no fim da Ocean Drive

Carmel-by-the-sea

Stravaganza - ótimo restaurante, boa dica

A viagem pela US 1 é sem paralelos. É muito difícil explicar em palavras a beleza dos cenários proporcionados pela rodovia de pista única, cheia de curvas e que cruza um parque nacional sensacional, chamado Big Sur. Para resumir o que é a rodovia, para quem conhece, imagine a Estrada da Graciosa, a estrada da Serra Dona Francisca ou a estrada da Serra do Rio do Rastro, no entanto, mais longa, com paredões de pedra de um lado e despenhadeiros que avançam sobre o mar, a alturas que variam de poucos metros a centenas de metros, do outro lado. Além disso, no meio do caminho, você atravessa o Big Sur, uma selva que se estende do baixo Carmel até as proximidades do Hearst Castle. Na região do Big Sur paramos em vários lugares para apreciar a vista e sentir o poder da natureza. Como disse o escritor Henry Miller, a região tem "o rosto da terra com a aparência que o Criador desejava que ela tivesse". Um dos locais que mais nos chamou a atenção foi a Bixby Bridge, cerca de 13 milhas (21 quilômetros) ao sul de Carmel, em virtude de ser uma das mais altas pontes de vão único do mundo.

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

A Bixby Creek Bridge vista a partir da US1 - impressiona

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Vista do Oceano Pacífico a partir da US1

Depois de horas de curvas, com a montanha de um lado e o mar do outro (a centenas de metros de altura em alguns pontos) chegamos a Santa Barbara. Pausa para um comentário importante: valeu cada segundo de viagem e parada (e olha que foram muitas)!


Santa Barbara se anuncia a si mesma como a Riviera Americana. Sem outdoors, discreta e a apenas 1h30min de Los Angeles, a cidade, prática e simples, é, a décadas, refúgio da elite endinheirada da região: Ronald Reagan, Michael Douglas e Michael Jackson moraram por lá. A cidade é um espetáculo, pequena, tranquila, limpa, de arquitetura fortemente inspirada nas missões espanholas, e com um pier tão bonito quanto os de Santa Monica ou o de Huntington Beach, só que muito mais calmo e bem frequentado.


Dois pontos a serem observados em Santa Barbara. Primeiro, o hotel, embora limpo e relativamente bem localizado, tinha um cheiro de mofo muito forte, era de uma simplicidade espartana e não oferecia, por exemplo, nem acesso a internet em seus quartos (não estou falando nem de acesso complimentary). É o primeiro hotel pelo qual passamos, desde que começamos nosso blog, que não recomendamos. A não ser que se queira ficar em Santa Barbara de qualquer maneira e não se possa arcar com os custos de outro.


O segundo ponto foi uma situação pitoresca já no fim do dia (que já era noite, na verdade). Depois de visitarmos o pier e fazermos o check-in no hotel, resolvemos sair para caminhar a pé na State Street, onde fica o hotel e a é principal rua da cidade (acaba no pier), para conhecer melhor a área e procurar algum lugar para jantar. De cara, na esquina do hotel, encontramos uma loja que era, ao mesmo tempo, deli (americano adora uma deli), winery e mercado. Um lugar muito bacana, onde imaginamos comprar algo para comer no quarto do hotel, caso não achássemos nada melhor, ou mais em conta. Percorremos boa parte da State St e chegamos à conclusão que não compensaria comer por ali, primeiro por que sairia muito caro e, segundo, por que estávamos muito cansados e não aproveitaríamos adequadamente. Resolvemos voltar e comprar algo naquela primeira loja. No caminho passamos por um McDonald's, onde a Ana Paula jurou de pé junto que jamais entraria, em virtude da frequência do local. Resultado, quando chegamos à loja em que compraríamos nosso jantar ela tinha acabado de fechar. Voltamos boa parte da rua, até uma CVS (rede de farmácias que vende de tudo), e não encontramos nada que fosse meramente parecido com algo para jantar. Final das contas, a Ana Paula teve que morder a língua e entrar no tal do McDonald's. Mas pedimos, pagamos e saímos. Fomos comer no quarto do hotel, exausto pela caminhada forçada e pelo dia cheio.


O dia seguinte foi bem melhor, mas é história para outro post.

Entrada do pier de Santa Barbara/CA

Pier de Santa Barbara/CA - essa é para o pai. 
No pier tem até pia (pública e que funciona) para limpar os peixes depois de pescá-los

Calçadão à beira-mar de Santa Barbara/CA

State Street - Santa Barbara/CA

Igreja Episcopal da Trindade - State Street - Santa Barbara/CA

Arquitetura típica das edificações de Santa Barbara/CA