segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Contagem Regressiva para NY e LV 2014


30 dias. Esse é o nosso countdown para o início de mais uma aventura.

Já virou quase lugar comum a pergunta: mas vocês vão para os Estados Unidos de novo???

Sim, nós vamos para os Estados Unidos de novo. Primeiro, porque nós fomos apenas duas vezes para lá, uma viagem para a costa leste, de Miami a NY, e outra para a costa oeste, de San Francisco a San Diego e de lá para Las Vegas. Segundo, por que, para se conhecer razoavelmente as diferenças regionais e culturais dos Estados Unidos, é preciso muito mais do que apenas duas viagens. E, finalmente, terceiro, essa é uma viagem muito especial, por que terei a oportunidade de estar na estrada com meu pai e minha mãe, além da minha eterna companheira Ana Paula, e poder compartilhar com eles esse momento único em nossas vidas.

domingo, 27 de julho de 2014

Porto Seguro - Bahia - 2014



Área de recepção do La Torre Resort

Acredito piamente que não há maior investimento do que viajar, conhecer novos lugares, novas culturas. A oportunidade de manter a mente aberta a compreender as diversidades e as peculiaridades de cada povo, de cada comunidade.

Ainda assim, há momentos em que precisamos focar em outros objetivos e manter o equilíbrio em nossas vidas. Por isso é que nesse último um ano e meio investimos na concretização de um sonho (morar próximo ao mar), adquirindo uma nova casa, e no futuro de nossa filha, Ana Carolina, que ficou residindo em Curitiba para cursar sua tão sonhada faculdade de jornalismo, na PUCPR.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Toronto - 14 e 15 de fevereiro de 2012

Dia 14 de fevereiro de 2012, nosso penúltimo dia no Canadá. Como, de acordo com o planejado, já tínhamos feitos todos os passeios que estavam programados, deixamos esse dia para rever algo ou ver alguma coisa que não tínhamos visto. O dia amanheceu fechado, garoando e com muito frio, tomamos o nosso café na Starbuck's e voltamos para a região de Chinatown, a Ana Paula não tinha acreditado ainda que a Chinatown de Toronto era tão diferente das outras, então quis voltar. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

Toronto - 13 de fevereiro de 2012 - CN Tower e Ward Island

O dia 13 de fevereiro de 2012 confirmou duas coisas: que um pouco de planejamento faz bem e que o Homem Lá De Cima sempre está olhando pela gente. Pelo nosso planejamento, precisaríamos de dois dias de tempo bom, para que as visitas a Niagara Falls, CN Tower e Toronto Islands fossem minimamente prazerosas e proveitosas. E não é que nos dias que reservamos para esses passeios os dias estavam absolutamente lindos (e olha que durante o final de semana - 11 e 12 de fevereiro - nevou muito e o tempo estava horrível).


Pois bem, com o dia excepcionalmente bonito (mas gelado) lá fora, colocamos nossas várias camadas de roupa e fomos tomar um bom café da manhã. Por volta de 10am estávamos caminhando pelas ruas da região da Union Station em direção à CN Tower. Nossa intenção era conhecer os três pisos possíveis de serem visitados pelos turistas - o Look Out Level, no mesmo pavimento do 360 Restaurant, o Glass Floor/Outdoor Terrace e o Sky Pod - mas conseguimos visitar apenas os dois mais baixos, já que, naquele dia e horário, não havia visitas ao Sky Pod, o pavimento mais alto a ser visitado por turistas.


Eleita, em 1995, uma das Maravilhas do Mundo Moderno, pela American Society of Civil Engineers, a CN Tower teve sua construção terminada em 02 de abril de 1975 e foi aberta ao público em 26 de junho de 1976. É, ainda, a mais alta estrutura erguida pelo homem, com 553,33m de altura. O pavimento de observação mais alto, o Sky Pod, está a 447m, o Look Out está a 346m e o Glass Floor/Outdoor Terrace está a 342 m acima do solo.


Os números na CN Tower são realmente superlativos e impressionam. As técnicas de edificação utilizadas foram tão precisas que a diferença sua diferença de prumo é de apenas 2,79cm (não esqueçam que ela tem 553,33m), o que permitiu a instalação de uma das mais longas e contínuas viagem de elevador, ligando o solo diretamente ao Look Out Level, viajando a uma velocidade de 22 km/h e levando apenas 58 segundos para completar o percurso de 346 metros. Em uma dia claro a visibilidade pode alcançar 160 km, sendo possível, com o auxílio de binóculos, enxergar Niagara Falls e além da fronteira com os Estados Unidos.


Embora não tenhamos conseguido visitar o Sky Pod, a vista maravilhosa que pudemos ter do Look Out Level e a emoção do Glass Floor compensaram o preço salgado de CAD$ 27 por pessoa para fazer o passeio. Para quem gosta de vistas deslumbrantes é um passeio que ocupa, pelo menos, duas horas de observação e contemplação. Vale muito a pena e recomendamos. Além disso, para quem for a partir do segundo semestre de 2013, estará funcionando, aos pés da torre, o Toronto Ripley's Aquarium, que, prometem, ser um dos maiores da América do Norte, contando, inclusive, com um túnel de 96 metros de comprimento por dentro de uma aquário de tubarões. É esperar para ver (e ir conferir).


Elevador envidraçado da CN Tower

Ana Paula e Ana Carolina aos pés da CN Tower

Paulo aos pés da CN Tower

Ana Paula e Toronto ao fundo - a partir da CN Tower

Ana Carolina com Toronto ao fundo - a partir da CN Tower

Paulo com Toronto e o Lago Ontário ao fundo - a partir da CN Tower

Paulo e Ana Carolina divertindo-se com as fotos sobre o Glass Floor Level

Ana Carolina no Glass Floor - 346 metros abaixo a construção do Toronto Ripley's Aquarium

Pés do Paulo sobre o Glass Floor e 346 metros abaixo as obras do Toronto Ripley's Aquarium

O mais próximo que a Ana Paula teve coragem de chegar do Glass Floor da CN Tower

Saindo da CN Tower, aproveitamos para passar no Air Canada Centre para pegar os ingressos do jogo do Toronto Raptors com o New York Knicks, pela NBA, que iríamos assistir na noite seguinte, demos uma passada pela Union Station e fomos almoçar no Brookfield Place. Embora seja bonita por fora, a Union Station não faz jus à beleza e à organização de Toronto. É uma estação de trem muito maior, mais organizada e mais estruturada do que qualquer uma das que temos por aqui, mas, se comparada a cidades como New York ou Washington, fica devendo, e muito. Merecia uma maior atenção.

Depois do almoço, percorremos o Harbour Front, pelo Waterfront Trail, até o Toronto Islands Ferry Terminal. É um passeio agradável e bonito, principalmente em um dia de tempo bom (embora gelado, como já falei). Durante o período de inverno, só há ferrys para a Ward's Island, onde há um pequeno vilarejo de casas bonitas e agradáveis e ar bucólico. De lá, o acesso a Algonquin Island é fácil e, relativamente, próximo. Já para a Centre Island a caminhada é grande, porém, como lá não há pessoas morando regularmente, os ferrys só passam a operar fora do inverno, quando os parques e atrações voltam a funcionar.

A passagem de ida e volta para Ward's Island custa CAD$ 6 por pessoa e os ferrys são bem pequenos, na verdade, poderíamos dizer que é uma balsa, onde cabem dois veículos de porte pequeno e não mais do que algumas poucas dezenas de pessoas.

Mesmo com o frio e o vento impiedosos, o passeio em Ward's Island foi especialmente agradável. Uma comunidade formada por 262 casas está localizada em Ward's e em Algonquin Islands, sob os termos de leis provinciais especialmente duras no que diz respeito a compra e venda dessas casas. Há uma igreja, uma escola e duas creches nas ilhas, que são car-free, com exceção de alguns carros de serviços (como ônibus escolar, ambulâncias e carros de bombeiros) que tem permissão para rodar pelo local.

Maple Leaf Square ao lado do Air Canada Centre

Ana Paula admirando a bela vista das Toronto Islands a partir do Waterfront Trail

Paulo e Ana Carolina no Harbour Front

Travessia de ferry para Ward's Island

Ana Carolina no ferry para Ward's Island

Uma paradinha para descansar durante a caminhada pelas Toronto Islands

Ponte que liga Ward's Island a Algonquin Island

Na ferrydock de Ward's Island

Lago Ontário congelado em Ward's Island

Até nas Toronto Islands há hidrantes a cada 60m - no Brasil nem a cada 600 m, há cidades inteiras com apenas um ou dois (outras nunca viram um)

Trilhas de Algonquin Island

Praia em Ward's Island - segundo informações, no verão fica repleta de banhistas

Voltando para Toronto depois de um dia maravilhoso


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Toronto - 11 e 12 de fevereiro de 2012

O dia 11 de fevereiro começou com muita neve, pela primeira vez desde que chegamos ao Canadá. Já havíamos pego um pouco de neve, mas não como neste dia. É nessas horas que a gente vê como a neve é muito bonita para fotos, mas um baita problema para quem tem que conviver com ela durante o seu dia-a-dia. Para começar, se não houver serviço público de limpeza das ruas e calçadas a coisa fica preta (ou seria branca?!?!? - desculpem a piadinha óbvia e sem graça, mas não resisti). E não é qualquer tipo de limpeza, são necessários um batalhão de máquinas, pequenas e grandes, para limpar as ruas e calçadas e espalhar toneladas de sal grosso para evitar o congelamento da fina camada de água que se forma e que seria o terror de pedestres e motoristas.

Para nossa sorte, o serviço de meteorologia do Canadá estava funcionando muito bem, pois fizemos nossa programação de visitas baseada na previsão do tempo e não teve erro. Para esse dia com previsão de neve programamos uma visita ao Royal Ontario Museum, um gigantesco museu que, por si só, já vale a visita a Toronto. Há exposições de quase tudo que se possa imaginar, de civilização Maia à evolução dos móveis durante os períodos históricos, passando por vida animal e período jurássico.


Maior museu do Canadá, o ROM, como é conhecido, possui mais de cinco milhões de peças e foi criado em 1912 com a ambiciosa missão de mostrar a civilização humana e o mundo natural. Galerias de arqueologia, ciência, arte e mundo natural exibem coleções importantes de tesouros chineses, sarcófagos de múmias ornamentados e os populares dinossauros. Exposições interativas convidam as crianças a escavar à procura de fósseis e examinar espécies no microscópio.


São cinco andares e dois subsolos gigantescos a serem explorados e é preciso pelo menos um dia inteiro para aproveitar o museu em todo seu esplendor (para que vocês tenham uma ideia, nós chegamos ao museu no horário da abertura - 10am - e somente saímos de lá por volta de 6pm). As entradas para nós três, incluindo a exposição da Civilização Maia (cobrada à parte), custou CAD$ 67 e, para que se aproveite bem a visita, há restaurantes e lanchonetes no interior do museu.


Esse dia foi também nossa primeira experiência com o metrô de Toronto e serviu apenas para confirmar nossa impressão de organização e limpeza dos canadenses. Saindo do museu, tomamos mais uma vez o metrô em direção a Downtown Toronto para aproveitar o final do dia para conhecer a World's Biggest Bookstore. Para quem gosta de livros e fuçar em prateleiras esse é o lugar. Precisaria de pelo menos meio dia para conseguir ver decentemente uma parte da livraria, mas, ainda assim, deu para achar algumas preciosidades com preços bem bacanas.


Terminamos nosso dia comprando alguma coisa na Tim Hortons para comer no quarto do hotel. O dia foi super cansativo e precisávamos de um descanso.

Muita neve para começar bem o dia

Transtornos causados pela neve - muita sujeira e risco de acidentes

Ana Paula e Ana Carolina em frente ao ROM

Ana Carolina e um dos muitos esqueletos jurássicos

Ana Paula e Ana Carolina na tumba de Kitinis

Área dedicada às sociedades orientais

Almoço no ROM para não perder tempo e aproveitar o máximo a visita

Paulo e Ana Carolina com mais um dos representantes do período jurássico

Ambientação de típica vegetação canadense (maple trees)

Na Dundas Square, com o Hard Rock ao fundo


Já o dia 12 de fevereiro não teve nada de especial, como o tempo estava muito feio e fazia um frio danado (em torno de -13ºC, mas com sensação térmica de -18ºC) resolvemos passar o dia conhecendo o Eaton Centre, o principal shopping de Toronto, que leva o nome em homenagem a Timothy Eaton, lenda do varejo canadense - seu catálogo de vendas pelo correio e sua loja de departamentos, a Eaton's, foram uma instituição nacional até 1999, quando faliu. Inaugurado em 1979 e projetado para transformar as degradadas ruas Yonge e Dundas em um lugar mais agradável e seguro para locais e turistas, o complexo abriga mais de 300 lojas, restaurantes e cafés.


Além de esmiuçar cada canto do tal shopping, aproveitamos para almoçar em um restaurante de fast food muito comum na América do Norte, o KFC. Embora tenhamos ido duas vezes aos EUA, ainda não o havíamos experimentado. Bom, resultado: reprovado. Não que a comida seja ruim, não é, inclusive é saborosa,mas à custa de muita gordura. Comer um pedaço de frango até vai, mas a refeição completa é de matar.


Como as meninas ainda estavam cansadas do passeio no museu do dia anterior e eu, psicologicamente, arrasado pelo dia no shopping (acho que correr uma maratona é menos desgastante do que cinco horas em um shopping - mas, o que eu não faço para agradar essas minhas meninas!?) voltamos ao hotel por volta de 4pm para uma descansadinha e depois saímos para comer uma pizza no Mamma's Pizza, rede de pizzarias canadense de ambiente simples, mas aconchegante, e de pizzas deliciosas.


Vista do átrio do Eaton Centre

Entrada noroeste do Eaton Centre, na esquina da Dundas St. com a Yonge St.

Fechando o dia com uma boa pizza na Mamma's Pizza da Yonge St.