terça-feira, 13 de julho de 2010

New York - 13 de julho de 2010

Seção Carta do Leitor

Gostaria muito de agradecer os comentários elogiosos feitos pelo nosso amigo Rafael Fortes em nosso último post. Meu caro Rafael, a título de curiosidade, sou bombeiro-militar do Paraná, como você poderá perceber (ainda mais) pelo post de hoje. Outro detalhe que gostaria de lhe passar é sobre o uso do GPS dentro de áreas urbanas. Percebi que em áreas mais centrais, em que se circula em "vales" de arranhas-céu, como na Market St., Philadelphia, e nas ruas centrais de New York o GPS tem dificuldade de manter a captação dos sinais emitidos por um número mínimo de satélites, fazendo com que a mocinha que fica lá dentro comece a "bater pino". Tem horas que ela diz que você está em uma determinada rua e você sabe que está em outra. Em outras oportunidades mostra na tela do GPS que você está andando na direção contrária da que você realmente está e por aí vai. Assim, pela experiência que tivemos agora, recomendo sempre possuir um mapa dessas áreas em mãos e um bom co-piloto do lado direito, para auxiliar na localização das ruas. Há situações em que nada substitui o talento, para todas as outras, existe a mocinha do GPS. Com relação ao show da Ivete Sangalo, acredito (veja bem, apenas acredito) que não haja problema, pois, como vamos a um show do Jack Johson amanhã (14 de julho de 2010), no mesmo Madison Square Garden, e iríamos a um show do U2 na Philadelphia (12 de julho de 2010), uma das coisas que me preocupei em pesquisar foi a possibilidade de levar minha filha ao show (a Ana Carolina, que está com 14 anos) e descobri que, para a maioria dos shows, não há qualquer impedimento com relação a entrada de crianças, desde que acompanhadas de um adulto, mesmo que de colo. Normalmente, o organizador do show e o revendedor dos ingressos expõe esse tipo de informação nos sites da internet e nos locais de venda de ingressos. Acho que vale a pena dar uma pesquisada. Realmente, você tem razão sobre New York, chegamos hoje, nem deu tempo de muita coisa, mas já estamos adorando. Valeu pela dica da bicicleta no Central Park, mas teria um problema com as minhas Anas. Nenhuma delas entende da arte de pedalar, sendo assim, vamos caminhar mesmo.

Paty e Bia, realmente a experiência do aquário foi maravilhosa. Tinha tido uma oportunidade parecida com essa em 2002, no Japão, e ficava imaginando o dia em que poderia levar as Anas a um lugar assim. Finalmente, consegui. Show de bola.

Mãe, o comentário anterior também vale para você. Mas estou falando em separado com você em virtude da data de hoje. Parabéns pelo seu aniversário. Pena que não podemos passá-lo juntos (aqui em New York, claro, por que "besteira pouca é bobagem"), mas não faltarão oportunidades. Aproveitando o ensejo (gostou dessa palavra?), já quero deixar os parabéns, adiantados, para o pai, em virtude do seu aniversário amanhã (14 de julho - "caraca", quase setentão hein?!?!? Essa é o que? A quarta ou a quinta idade???? Ahahahah), já que não sei que horas voltaremos do show e se estarei em condição de postar qualquer coisa (prometo a todos que estão ansiosos pelo post do show do Jack Johnson - leia-se Bia - que farei um esforço). É claro que ligarei durante o dia, mas também gostaria de parabenizá-lo publicamente. O "véio" é meio "crica" (não sei se usam essa palavra no resto do Brasil ou se é regionalismo, mas quer dizer ranzinza mesmo), mas merece. Não esquece do meu álbum pai.

Paloma, obrigado pelo seu último comentário. Estamos nos esforçando para agradar a todos os nossos amigos-seguidores-leitores.

O primeiro dia em New York ninguém esquece

Henry e Denise do "Nova Iorque para mãos-de-vaca" (quem pretende visitar Nova Iorque na classe econômica não pode deixar de conhecer o site deles e de adquirir o e-book, vale a pena as dicas) obrigado pelas dicas e pelo guia, já deu para perceber que será bastante útil.

Hoje o dia começou muito diferente de todos os outros, estava chovendo aos baldes. Pensa numa chuva forte. Pensou? Então dobra. Pois é, chegou quase lá. Como não tinha muito o que fazer e tínhamos horário para chegar em New York para entregar o carro e, daí, resolver o que fazer com as bagagens até a hora do check in, levantamos e demos uma corrida ao Starbuck's da esquina. E dá-lhe chuva.

Voltamos ao hotel, fizemos o check out, pedimos o carro (pausa para um comentário - foi o pior serviço de valet e estacionamento de toda a viagem, a impressão que os operadores do estacionamento do hotel passavam era a de que estavam nos fazendo um favor. Nada contra o hotel, que foi muito bom, e contra as pessoas da Philadelphia que, em sua esmagadora maioria, são extremamente simpáticas) e partimos para a estrada.

Bom, aqui entra o início da história que comecei no comentário dedicado ao Rafael. A danada da mocinha do GPS não queria saber de acordar e ir para o batente e, como não podíamos ficar parados na entrada do estacionamento esperando a boa vontade da madame, comecei a deslocar na direção que, na minha ignorância, seria a correta. Lá pelas tantas, depois de uns 10 minutos, a mocinha resolveu dar o ar da graça. E começou errando, de cara. Nos mandou para uma saída da cidade que estava fechada para obras. Como não dava para passar o Rio Delaware por ali, comecei a ir em outra direção, esperando que ela recalculasse a rota e escolhesse outro caminho. Que nada, ela insistia naquele. Que desespero. E ainda por cima tinha o horário.

Depois de muita briga, ela resolveu nos indicar outro caminho. Fomos na direção, passamos o rio, entramos em New Jersey e pegamos a auto-estrada. Mas, como desgraça pouca também é bobagem, ao passar por uma praça de pedágio, a minha co-pilota foi querer ler o ticket do tal pedágio e, como havia umas "150" saídas na pista e a mocinha do GPS também resolveu ficar muda nessa hora, peguei a saída errada (nunca vi tanta incompetência junto - me incluo nessa também). Resultado: 13 milhas na direção contrária, no meio daquela tempestade da qual eu falei antes, até o próximo retorno. Detalhe, para sair da estrada e pegar o retorno tinha que pagar o pedágio do percurso errado. Pode uma coisa dessas?

Fizemos o tal retorno, pegamos a estrada certa dessa vez e tomamos, novamente, a direção de New York. E dá-lhe chuva. E dá-lhe atraso. Na chegada a New York abasteci o carro logo na entrada, para devolver com o tanque cheio, como era previsto, à locadora.

Como na chegada a New York havia parado de chover e em virtude de estarmos já atrasados para a entrega do veículo (atraso esse que, segundo o contrato, incidiria multa) resolvemos ir todos à locadora, entregar o carro e, depois, irmos todos caminhando, com as bagagens, para o hotel que, afinal, ficava a apenas 4 quadras dali.

Aqui a sorte começou a mudar. Embora estivessemos uma hora atrasados para a devolução, não houve incidência de nenhuma multa. Além disso, o procedimento de devolução foi bastante tranquilo e rápido. Pegamos, então, nossas bagagens e fomos ao hotel ver o que dava para fazer com as bagagens até a hora do check in, que estava marcado para as 16h. Eram 11h45min. Para a nossa surpresa a recepcionista do hotel nem questionou a questão do horário, falou, inclusive, que havia quartos vagos e que o nosso, como estava com reserva antecipada, já estava disponível. Ou seja, ao meio-dia já estávamos dentro do quarto nos preparando para sair almoçar. No dia anterior, a minha preocupação era que, a essa hora, estivessemos sentados no lobby do hotel, cuidando das malas.

O almoço foi um caso a parte. Como havia começado a chover, não sabíamos muito bem o que faríamos (lembram daquela tempestada da estrada? Pois não é que ela resolveu nos seguir!). Resolvemos, então, ir no Grand Central Terminal, que fica colado ao hotel e não precisaríamos tomar chuva, já que dava para chegar lá caminhando por baixo das poucas marquises que dividem as duas edificações.

O Grand Central Terminal é um espetáculo. Enorme, muito bonito, super movimentado. Uma loucura, na verdade. Inaugurada em 1913, as obras da construção desse terminal de trens, de estilo belas artes, consumiram 10 anos. No saguão principal (Main Concourse), uma imensa câmara abobadada com enormes janelas em arco, fica o ponto de encontro: uma cabine de informções coroada por uma vistoso relógio de quatro faces em opala. Em uma das extremidades do saguão principal fica o Grand Central Market, com padarias, casas de queijo, frutarias e outras iguarias. No piso inferior há uma espécie de praça de alimentação (Dinning Concourse), onde há opções de comidas de todos os tipos, como o Oyster Bar (recomendação do meu amigo Fatuch), confeitarias, sanduicherias, comida chinesa, comida indiana e por aí vai. A questão lá é conseguir se servir e conseguir um lugar. A concorrência é enorme. Como tudo por aqui.

Resolvemos comer em um restaurante de comida chinesa chamado Feng Shui. Não sei se era eu que estava com fome e cheio de comer pizza e sanduíche. Mas que a comida estava boa, ah, isso estava. E como estava. Eles servem em uma espécie de linha de servir (parecido com um buffet) só que são eles que servem. Você escolhe o prato e eles vão colocando em um tipo de marmita de isopor, com divisórias. Depois você vai para o caixa, escolhe a bebida, paga, pega talheres (descartáveis), guardanapos e vai para a segunda batalha. Achar um lugar.

Dois fatos pitorescos nessa passagem. Primeiro foi ver a Ana Paula e Ana Carolina tentando se virar para pedir para os atendentes. Era um tal de fazer sinal para cá e sinal para lá. Além disso, as caras de desespero das duas eram cômicas. Olhos esbugalhados e aquela cara de paisagem de quem não entende uma só palavra. Mas as duas se viraram muito bem. Até a Ana Carolina entende alguma coisa, só não fala quase nada. Mas aprendeu uma que ela não esquece mais. A palavra spice (apimentado), pois, em um desses dias, ela pediu uma costelinha de porco spice no Ruby Tuesday. Saiu com a boca assada. O segundo fato foi que o único lugar que encontramos para comer foi em pé. Isso mesmo, em pé. No meio da Dinning Concourse do Grand Central Terminal. Lado a lado com gente que você nunca viu na vida e que, com 99,9999% de certeza, não verá nunca mais (e se ver também não saberá quem são). Mas foi muito legal.


As Anas comendo no Grand Central Terminal

Eu e Ana Carolina no mesmo almoço

As Anas no saguão principal do Grand Central Terminal

Eu e Ana Carolina no mesmo saguão - a esquerda, no fundo, o balcão de informações com o relógio de quatro faces em opala

A Ana Carolina com a entrada do Grand Central Terminal ao fundo

Depois que saímos do Grand Central havia parado de chover e resolvemos fazer a caminhada pela 5ª Avenida em direção ao norte e ao Central Park (embora hoje não fossemos visitá-lo). A primeira parada foi na St Patrick's Cathedral, devotada a São Patrício em 1879, com sua fachada neo-gótica, que faz um contraponto às superfícies lisas dos arranha-céus vizinhos. Possui vitrais impressionantes. Para variar, como muitos prédios que visitamos, estava em processo de restauração.


As Anas em frente à St Patrick's Cathedral

Continuamos subindo a 5ª (como estou ficando íntimo, já estou tratando só pelo primeiro nome, aboli o avenida) e fomos passando por vários locais conhecidos de filmes, seriados e fotos sobre New York, como as lojas Louis Vitton, Gucci, Bulgary, Prada, Armani e os prédios do complexo Rockfeller Center, o Trump Tower e as lojas da Apple e FAO Schwarz (de brinquedos). Essas duas merecem comentários mais detalhados.

A primeira pelo cubo de vidro que se ergue no ponto onde a 5ª se encontra com a Grant Army Plaza. É a principal loja da Apple em New York, com uma escada em espiral que vai ao subsolo, onde, de fato, funciona a loja. Consta que, sozinha, essa loja vende um iPod a cada 2 minutos. O detalhe é que, pelo menos hoje, era quase impossível ver qualquer coisa lá dentro, imagina comprar. Estava lotado. Ainda assim, não perdi a oportunidade de xeretar no iPhone 4 e no iPad. Show de bola, os dois.

A FAO Schwarz chama a atenção, primeiro pelo piano gigante que foi cenário do filme "Quero ser grande", com Tom Hanks, e depois pela beleza do lugar. Não tem como não virar criança lá dentro, de tanta coisa bacana. É óbvio que acabei achando alguns miniaturas de carros de bombeiro e comprei duas delas.


O cubo de vidro da Apple que surge do nada no meio de uma praça.

A Ana Carolina e o piano usado pelo Tom Hanks em "Quero ser grande"

Eu e Ana Carolina em frente à FAO Schwarz - com a sacola dos carrinhos

Os carrinhos de bombeiro comprados na FAO Schwarz - o da esquerda é um réplica, na escala 1:50, de uma escada mecânica Magirus-Drehleiter, modelo 4114, da década de 1950. O da direita é uma réplica, na escala 1:24, de uma Ford Expedition XLT utilizada como carro de comando operacional de área do FDNY (o Corpo de Bombeiros de Nova Iorque).

A Ana Carolina sonhando com as bolsas da Louis Vitton

As Anas na entrada do complexo Rockfeller Center, o qual pretendemos visitar (inclusive o Top of the Rock) na quinta-feira

As Anas e a St Patrick's Cathedral

Antes de voltar ao hotel, demos uma passada pelo complexo de edifícios da ONU, na United Nations Plaza, entre a 42 e a 48. Foi uma pena que não deu tempo de fazer a visita guiada, disponibilizada aos visitantes. E pelo edifício da Ford Foundation, onde há um conjunto de jardins suspensos em um átrio de 12 andares, construído em 1967. O prédio da Ford Foundation foi um dos primeiros edifícios dos Estados Unidos a utilizar o espaço urbano desse modo inovador. Na volta passamos pelo Tudor City, um conjunto de apartamentos clássico dos anos 1920, quando os terrenos ao longo do rio East (onde hoje é a ONU e mais um tanto) eram ocupados por favelas e matadouros; por isso, as janelas são voltadas para o oeste, na direção do Rio Hudson, do outro lado de Manhattan.


As Anas em frente ao prédio da ONU

A Ana Carolina com o Tudor City ao fundo - as janelas voltadas para o Rio East não são originais

O Tudor City original - face voltada ao Rio Hudson

As Anas nos jardins supensos do Ford Foundation - muito legal esse prédio

A Ana Carolina no Ford Foundation

Na volta ao hotel estavamos procurando por um Dunkin' Donuts quando demos de cara com uma Fire Station e com o pessoal voltando de uma ocorrência. Não tivemos dúvida e paramos para uma foto e para dar uma observada no equipamento.

Amanhã pela manhã vamos visitar a Lower Manhattan (a parte de baixo, só que dita de um jeito mais bacana), onde está o Museu do Bombeiro de Nova Iorque, o Ground Zero (onde ficavam as Torres Gêmeas), Battery Park, Pier 17, a ponte do Brooklyn e a Wall Street. A tarde damos uma passada pela Time Square e voltamos para nos preparar para o show do Jack Johnson. Mas isso, eu conto outra hora.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Philadelphia - 12 de julho de 2010

Antes de começar a falar sobre o nosso dia na Philadelphia e de comentar os comentários (essa foi boa, hein!) dos nossos amigos que nos acompanham, gostaria apenas de lembrar que, a essa hora, nos não deveríamos estar aqui escrevendo esse post, mas aguardando o show do U2, que seria hoje, se o infeliz do Bono não tivesse tido um problema típido de DNA (Data de Nascimento Avançada) e tivesse operado a coluna para aliviar uma pressão sobre o nervo ciático. Tudo bem, não era para ser. Fica para uma próxima.

Seção Carta dos Leitores

Bia, que legal que você gostou do post sobre o memorial dos bombeiros. Realmente, por aqui, como já havia visto no Japão, respeita-se muito essa profissão, como se respeita tudo que é valioso para a população, como profissionais de variadas áreas, símbolos nacionais, e por aí vai.

Neto, concordamos com você. Agora descobrimos por que o Homer gosta tanto de donuts. E você precisa ver o que a Ana Carolina comeu hoje, Iguazinho àqueles que o Homer como no seriado. Muito bom.

Pai, fico feliz de saber que você também está nos acompanhando bem de perto e mais feliz ainda por saber que você gostou, em especial, do post sobre o memorial dos bombeiros e sobre a passagem do filme Rocky.

Ivan, que bom que você está nos acompanhando também. Com relação a visitas a quartéis de bombeiros, não tem dado muito tempo. Nossa programação está super apertada e, como não é uma viagem profissional, tenho evitado essas visitas. Até por que seria injusto com as Anas. De qualquer maneira, já visitamos a Academia Nacional da FEMA e o seu memorial aos bombeiros tombados e a um posto de bombeiros em Charleston. Em Nova Iorque devemos visitar o museu do bombeiro daquela cidade.

Ao nosso amigo virtual Rafael Fortes, que fez o seu primeiro contato hoje, muito obrigado por estar nos acompanhando também e parabéns pela viagem que farão. A partir dessa viagem, recomendo a todo mundo que gosta de viajar a realizar uma viagem de carro pelos EUA, ou várias, como pretendo. As condições são realmente fantásticas, é muito seguro e sai, relativamente, muito barato. É possível viajar quase que totalmente sem pagar pedágios. É só pedir para a mocinha do GPS para evitar as toll roads e usar mais freeways. Por falar no GPS e respondendo à sua pergunta, sim, é muito fácil de se localizar e dirigir utilizando GPS por aqui, mesmo dentro das cidades. Já, sem GPS e sem conhecer as cidades, em especial as maiores, fica quase impossível. A chance de se perder e ficar batendo cabeça é muito grande. Mas pode vir muito tranquilo. Não tem erro. Vocês vão adorar.

O dia na Philadelphia

Pela manhã fomos tomar o nosso tradicional café na Starbuck's (existem cinco em um raio de duas quadras do hotel onde estamos - impressionante) e depois pegamos o carro para começar os passeios do dia. O tempo estava muito bom hoje (embora, por esse horário em que escrevo, esteja uma chuva com vento danada) e resolvemos ir para o distrito histórico da cidade. O dia de hoje foi para apagar toda a má impressão de ontem. Simplesmente, pelo menos para mim, a oportunidade de conhecer tão de perto a história da criação dessa nação que preza tanto pelos seus heróis e símbolos.

Começamos dando uma passadinha no Independence Visitor Center, para pegar mapas e brochuras sobre o local. Saindo do Visitor Center fomos direto ao Liberty Bell Center, local dedicado ao sino símbolo da liberdade nos Estados Unidos e que foi tocado no dia 8 de julho de 1776 para anunciar a leitura da Declaração da Independência do país. Impressiona como esse símbolo da liberdade americana é tratado por seu povo, com respeito e admiração, servindo de inspiração para manutenção da unidade do país e de seus propósitos e princípios, mesmo durante os tempos de crise.

Eu e Ana Carolina em frente ao Independence Visitor Center - Philadelphia/PA

Junto ao sino original que anunciou a primeira leitura da Declaração da Independência dos EUA, em 08 de julho de 1776, no Liberty Bell Center

Depois de sairmos do Liberty Bell Center nos dirigimos ao Old City Hall, a primeira Suprema Corte dos Estados Unidos, mantida da mesma maneira como era em seus primórdios. Nos foi explicado pelo guarda que cuida do prédio que, nos primeiros tempos, os juízes custeavam suas próprias viagens à Philadelphia para julgar os casos mais complicados, onde era necessário a formação de um colegiado. Com o passar dos tempos, uma Suprema Corte, aos moldes de hoje, foi organizada.

Eu e a Ana Carolina no Old City Hall

Saindo do Old City Hall, passamos pelo Independence Hall, edificação considerada como um templo para os americanos e onde foi elaborada, redigida e lida a Declaração da Independência e onde foi debatida e redigida a primeira e única constituição americana.

Eu e Ana Paula em frente ao Independence Hall

Depois do Independence Hall demos uma volta pela Indepence Square, uma agradável praça que fica nos fundos do Independence Hall. Saímos pelos fundos da praça e alcançamos o Carpenter's Hall, originalmente pertencente à Carpenter's Company, o mais antigo negócio continuamente em atividade nos EUA, fundado em 1724, o prédio foi adotado como o local de reunião do primeiro Congresso Continental das antigas treze colônias britânicas na América em 1774, coordenado por John e Sam Adams e inspirado nos discursos ferrenhos de Patrick Henry. Esse primeiro congresso foi o ponto de partida das reinvindicações das colônias unidas da América ao Rei e ao povo britânico, em virtude do fechamento do Boston e dos altos impostos da metrópole.

Eu e a Ana Paula em frente ao First Bank of America

Eu e Ana Carolina em frente ao Carpenter's Hall - local do primeiro Congresso Continental das colônias britânicas

Saindo da Carpenter's Hall, subimos duas quadras em direção à Market Street e à residência de Benjamin Franklin, um dos pais fundadores do país. Localizada no número 318 da Market St., entre a 3th e a 4th St., o local apresenta o local original onde vivia Franklin, bem como a passagem utilizada por ele para entrar e sair do quintal de sua residência. Ao lado ficava o posto dos correios (Post Office), onde funcionava anexo o escritório onde Franklin fazia suas impressões de livros e jornais.

A passagem original que leva da casa de Frankllin à Market St.

A porta principal da casa de Franklin, no número 318 da Market St.

Depois de visitar o Franklin passamos em uma lojinha para comprarmos mais alguns souvenirs e depois fomos ao Visitor Center para buscar o carro e partir para o próximo passeio. Esse passeio foi menos cultural e mais voltado ao lazer. Fomos visitar o Adventure Aquarium, localizado na cidade de Camden, New Jersey, do outro lado do Rio Delaware, passando pela Benjamin Franklin Bridge, diga-se de passagem uma ponte fantástica.

O passeio foi muito agradável e começou com um almoço nas instalações do aquário. Depois disso, fomos visitar os quatro roteiros pré-definidos a serem seguidos dentro do complexo, cada um com um enfoque específico. O primeiro tratava do reino oceânico de maneira geral e dos animais das correntes do caribe. O segundo era divido em três partes, uma dedicada às arraias, outras aos pinguins e outra às focas. No terceiro roteiro pode-se observar animais de laboratório, criaturas bizarras do reino marítimo e há uma área destinada à interação com alguns animais marinhos e onde pode-se tocá-los. O quarto e último roteiro apresentava uma mostra de animais africanos (inclusive pássaros e hipopótamos), uma galeria denominada Julio Verne e que focava em águas-vivas e outros animais das profundezas e uma terceira área totalmente voltada aos tubarões. Entre outras atividades que poderíamos ter escolhido para preencher essa nossa tarde que, originalmente, seria dedicada a aguardar o show do U2, acredito que foi uma excelente escolha. Agradável e relaxante, além de ter feito a felicidade da Ana Carolina.

A Ana Carolina e os muitos aquários e peixes

Mais um dos aquários - esse de peixes multi-coloridos

A arcada dentária de um tubarão

A estátua de uma tartaruga na entrada do setor destinado a elas

O aquário de pinguins

O túnel que passa por dentro do aquário de tubarões

Vista do Adventure Aquarium em com a Benjamin Franklin Bridge e a Philadelphia ao fundo

Amanhã saímos bem cedo da Philadelphia, já que temos que entregar o carro até às 10h45min da manhã na loja da Hertz da 40th St, próximo ao hotel. Deixo as duas, com as bagagens, na porta do hotel e vou entregar o carro, na volta vamos procurar saber se o hotel possui algum serviço de lockers, onde possamos deixar as bagagens até a hora do check in, que é as 16h. Senão der certo, teremos que ficar nos virando com as bagagens até esse horário. Mas isso é história para o próximo post.

As fotos do dia 11 de julho de 2010

Como falei, ao terminar o post de ontem, não havia sido possível colocar as muitas fotos do dia, já que estávamos com problemas de conexão de internet no hotel. Mas hoje, logo bem cedinho, a Ana Paula conseguiu postar as fotos e aqui estão elas para ilustrar a viagem do dia 11 de julho de 2010.

O The Fallen Firefighters Memorial, com a chama eterna no pé do monumento

A placa que homenageia os 343 bombeiros mortos nas torres gêmeas, durante o 11 de setembro de 2010

O altar de bandeiras do memorial, nesse dia, infelizmente elas estavam a meio-mastro, indicando que, em algum lugar dos Estados Unidos, um bombeiro havia tombado em atividade

O memorial em homenagem ao 11 de setembro de 2001. Estava em manutenção no piso neste dia.

A capela do memorial, no interior da academia nacional de treinamento para emergências da FEMA (Federal Emergency Management Agency)

Os muitos tijolos do Walk of Honor que, ao mesmo tempo, homenageiam bombeiros individuais e corporações e, suas aquisições, contribuem para a manutenção do memorial

Na entrada do Gettysburg National Military Park - Pennsylvania

O memorial de Maryland, nas proximidades do Soldier's National Cemetery

O Soldier's National Cemetery, que faz parte do Gettysburg National Military Park

O memorial ao discurso de Abraham Lincoln que foi feito durante a dedicação do local aos soldados mortos na batalha de Gettysburg, entre 1 e 3 de julho de 1863

O memorial do Soldier's Memorial Cemetery, local exato onde Abraham Lincoln fez o seu famoso discurso

No chão pode-se observar as lápides que foram colocadas em cada um dos túmulos do Soldier's National Cemetery. Em vários, é possível observar a inscrição Unknown (desconhecido).

O memorial da Pennsylvania no Gettysburg National Military Park, com certeza o mais bonito de todos.

Monumento em frente ao Museu de Arte da Philadelphia

O mesmo monumento, com outra perspectiva

Eu e Ana Carolina em frente a uma das muitas fachadas do Museu de Arte da Philadelphia. O próprio museu é um obra de arte

A estátua de Rocky Balboa, homenagem ao filme que utilizou as ruas da Philadelphia como cenário. Ficou famosa a cena em que Rocky corre pela Benjamin Franklyn Parkway e sobe as escadarias do Museu de Arte, como que comemorando o sucesso do seu treinamento (quem assistiu o filme lembra dessa cena)

Fachada da Prefeitura da Philadelphia. O prédio é lindo, mas a praça em frente e o entorno do prédio estão mal cuidados e com aspecto degradado

A fachada lateral do prédio da prefeitura da Philadelphia