quarta-feira, 7 de julho de 2010

Charleston, Carolina do Sul - 06 de julho de 2010

Comentários dos comentários dos amigos

Aos meus amigos Neto, Mauricio, Edu e Ricardo que gostaram da "latinha" da Heineken, realmente é muito boa (a cerveja, que, depois da Eisenbahn, é a que eu mais gosto, e a quantidade, que é a mesma de duas latinhas normais). Além disso, é bem bacana e, para vocês terem uma ideia de como é bonita, a Ana Paula encasquetou que vai levar a latinha vazia para casa. Cada louco com a sua mania, eu preferi tomar...

Erivelton, continua na nossa cola e faz nosso comercial. Alguns seguidores do seu fórum do orkut estão nos acompanhando também. E isso é muito legal.

Gross, valeu por estar nos acompanhando. Espero que a gente possa passar para vocês tanta informação quanto vocês passaram durante a viagem de vocês. Nós viajamos "juntos" com vocês pela América do Sul.

Bia, a gente filmou a queima de fogos de St Augustine, mas não tiramos fotos. Na volta a gente mostra a filmagem para você. Quanto a se temos saudades do Brasil, o que posso dizer é que ainda não bateu, mas com certeza a gente sente falta das pessoas queridas. E essa falta só não é maior em virtude do pouco tempo e do contato quase que diário que temos por meio desse blog. Agora, falando sério, eu morava "facinho, facinho" em St Augustine ou Savannah.

Sérgio, nem a bomba secou e nem acabou a grana, o operador é que era "pouca prática". O problema é que ela não aceitava o cartão VTM, só o de crédito. Mas até eu descobrir isso você imagina como foi, não é? Mas agora está tranquilo, com o cartão de crédito não tem mistério, é só inserir na máquina e liberar a bomba, depois ir ao caixa para pegar o recibo da compra. Simples, simples....depois que você aprende. Quanto à "portuga", você não vai acreditar, mas a nossa "guia" é brasileira (GPS). Não sei se são todos assim, mas o Never Lost da Hertz é com português do Brasil. De qualquer maneira, em inglês é bastante tranquilo também, até por que os comandos são bastante básicos, do tipo "keep your right", "turn left", "merge right" e por aí vai.

Paloma, realmente viajar em família não tem preço, para todo o resto existe Mastercard....rsssss. Não tem o que pague o prazer de conhecer novas culturas e lugares do lado de pessoas que você ama.

Debora, estou à disposição e com um tempinho disponível na minha agenda para essa consultoria que vocês estão querendo. Agora, só tem um problema, depois dessa viagem o passe vai estar valorizado e acho que vai ficar caro...rsssss. Brincadeiras à parte, não sei se um bom "planejador" de viagens, mas, pode ter certeza, se eu puder ajudar vocês em alguma coisa, podem contar comigo, e com a Ana Paula também, pois, boa parte do planejamento tem o dedo dela.

Pai e Mãe, que bom que vocês estão gostando do blog e de nos seguir nessa viagem. Continuem acessando, pelo menos uma vez por dia iremos atualizar as informações. Assim, é uma oportunidade de vocês também saberem se está tudo bem conosco.

O dia em terras estrangeiras

O dia não começou tão cedo hoje, mas por volta de 09h já estavamos tomando nosso café da manhã, para variar, em uma Starbucks perto do hotel (isso parece pleonasmo vicioso aqui nos Estados Unidos, dizer que há que qualquer lugar é próximo de uma Starbucks, ou de um McDonald's, ou de um Burguer King, pois, tudo é perto de algum desses citados acima. Chega a ser impressionante como existem McDonald's, Starbucks e Burguer King's, entre outros, por aqui. Às vezes, do nada, em lugar longe de tudo e perto de coisa nenhuma, você vê um desses estabelecimentos.

Temos ido nos Starbucks da vida tomar o nosso café da manhã por que, para nós três, nunca sai por mais do que US$ 15 e, além disso, a gente conhece a qualidade e o sabor do que é servido. Ou seja, é satisfação na certa, sem erro.

Depois de alimentados e sabendo que a viagem hoje seria mais curta (em torno de 103 milhas ou 166 quilômetros), resolvemos dar mais uma caminhada por Savannah e apreciar as construções antigas e as inúmeras praças que se espalham pelo centro histórico da cidade. Tiramos várias fotos e depois retornamos ao hotel para proceder o check out, que deveria ser feito até as 11h. Pois, às 11h estavamos saindo do hotel, aproveitamos até o último momento, já que a cidade vale a pena.


Vista noturna de Savannah a partir do quarto do hotel - essa também é "A CIDADE".
As Anas em frente a uma das incontáveis edificações antigas de Savannah, essa é de 1831, estilo colonial.

Templo da Congregação Judaica Mickve Israel, fundada em 1733 na Georgia.

Em frente à Escola de Arte e Design de Savannah

Em frente ao hotel em Savannah

Depois do passeio matinal, pegamos a estrada em direção a Charleston, outra cidade bastante antiga, do período colonial e que recebeu o nome em homenagem ao Rei Chales II da Inglaterra. Fica localizada praticamente na região central da costa atlântica da Carolina do Sul, na confluência dos rios Ashley e Cooper, sendo a segunda maior cidade do estado, atrás apenas da capital, Columbia. O porto de Charleston fica entre a área central da cidade e o Oceano Atlântico.

Charleston, dentre os treze estados originais dos Estados Unidos da América, era uma das poucas cidades que praticava a tolerância religiosa com os não católicos, e isso é facilmente percebido pela quantidade de igrejas e templos religiosos existentes na cidade.

Iniciamos o nosso passeio por Charleston no Visitor Information Center, uma edificação bem antiga e bem conservada, com área de estacionamento, distribuição de publicações sobre a cidade e a região e, como não podia de deixar de ser, uma lojinha de souvenirs.

Depois de nos agarrarmos a alguns mapas e um bem elaborado guia da cidade (tudo fornecido gratuitamente), começamos a nossa caminhada pelo distrito histórico da cidade. Passamos por algumas praças bastante amplas e bonitas e demos uma parada para almoçar em uma pequena pizzaria e casa de massas no centro da cidade. Nada diferente de muitos lugares que existem no Brasil, mas interessante por poder vivenciar a vida do cidadão americano médio, sem aquele negócio de local voltado ao turista. Detalhe que observei por aqui e que achei que não seria normal, ou pelo menos não deveria ser, eles estão realmente ligados na Copa do Mundo e no futebol (que eles insistem em chamar de soccer, dizendo que futebol é aquele esporte em que um monte de caras correm com a bola.....na mão - mas então não deveria ser handball????? ou qualquer outro nome, menos futebol, ou no original, football - bola com os pés, sei lá, quem é que vai entender esses americanos). Mas o fato é que eles estão ligados. Hoje até encontrei com um senhor no estacionamento do hotel que me perguntou se eu havia assistido o jogo de hoje e sabia o resultado, pois ele só pode assistir até um determinado momento e queria saber quem havia classificado-se. Na pizzaria onde almoçamos estava passando o jogo da Holanda e Uruguai e em outras situações vimos muita gente parada em locais onde estavam passando os jogos e torcendo por alguma das seleções que ainda estavam na disputa. E não eram apenas hispânicos.

O dia hoje estava absurdamente quente, o sol estava de rachar (tanto que as Anas, embora nós tivessemos trazido protetor solar - que elas não usaram - tomaram uma tostada nos braços) e os lugares eram relativamente distantes para visitar. O problema é que de carro, em virtude das ruas relativamente estreitas e movimentadas do centro da cidade, não era viável, assim, o negócio foi caminhar mesmo. As meninas acabaram o dia em frangalhos, pois já havíamos andado um monte pela manhão também, aliado ao calor e o sol forte, foi de arrebentar qualquer um.

A cidade é bastante bonita, conseguiu unir bem o antigo com o moderno, mas, não sei se pelo calor excessivo, pela distância de caminhada entre os pontos que queríamos ver ou se pela comparação com as duas cidades anteriores, Charleston deixou um pouquinho a desejar. Sou sincero, juro que esperava mais. Não que foi ruim ou que não vale a pena. Mas depois de St Augustine e Savannah é difícil fazer comparações. De qualquer forma, valeu muito pela hospitalidade do povo que tivemos contato e pela beleza das construções, dos vários piers que existem na cidade e pelo sempre agradável ambiente de uma cidade onde há a união de rio e mar.


Típica pizzaria americana, onde almoçamos hoje em Charleston

As Anas em frente ao Waterfront Park, de frente para o lado rio Cooper, em Charleston

Quilômetros de áreas arborizadas e gramadas às margens do Cooper, local de descanso e lazer das famílias de Charleston

No pier do Waterfront Park às margens do Cooper, Charleston-SC

Ana Carolina com a St John, the Baptist Church ao fundo - Charleston-SC


Amanhã saímos cedo para mais uma perna da viagem. Desta vez vamos para Raleigh, capital da Carolina do Norte, meio caminho até Washington, um dos objetivos principais da viagem. A ideia seria ir de Charleston a Washington, no entanto, pela distância, quase 600 milhas, resolvemos fazer uma perna mais curta (278 milhas) até Raleigh, conhecer mais uma cidade, embora não seja uma cidade que tenha qualquer apelo turístico, e depois completamos o restante da viagem no dia seguinte, chegando metade do dia para aproveitar ainda em Washington. Pois, de outra forma, chegaríamos com a noite caindo, o que não é bom quando se trata de uma cidade grande e desconhecida. Mas isso assunto para outra hora. Até o próximo post.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Savannah - dia 05 de julho

Depois de um dia 4 de julho bastante cansativo, com uma longa viagem e indo dormir tarde, para não deixar nossos leitores sem notícias, hoje o dia foi bem mais tranquilo.

Diferente do Brasil, em que temos feriado apenas no dia da comemoração da independência, nos EUA comemora-se a independência no 4 de julho e se faz feriado no dia seguinte, acredito que justamente para que se aproveite o dia de comemorações até tarde, como vimos ontem, e descansem no dia seguinte.

No trajeto de St Augustine a Savannah pudemos observar isso com o movimento de retorno do feriado nas estradas. Mas isso será comentado mais a frente, depois que sairmos de St Augustine.

Hoje pela manhã levantamos relativamente cedo, para variar, arrumamos nossas bagagens, fizemos o check out no hotel e saímos para tomar nosso café da manhã e ir ao St Augustine Premium Outlet fazer algumas compras básicas (essa parte é por conta da Ana Carolina e da Ana Paula). Realmente foi uma pena deixar St Augustine. Tenho certeza que vamos conhecer muitos lugares bacanas pela frente, mas St Augustine ficou marcado como um lugar em que a modernidade e o passado fizeram um casamento perfeito. Não era necessário fazer nenhum um pouco de força para morar em um lugar desses.


Olha a cara de felicidade das duas depois das compras (vou ser honesto, também tem coisas minhas aí)

Esses eram os dois lugares em que já havíamos previsto algumas compras e, como disse antes, St Augustine é um lugar perfeito, até para compras. Quem tiver a oportunidade, recomendo.

Depois das compras, almoçamos no próprio Outlet e, depois, partimos para Savannah. Saímos às 13h30min, pela I-95 em direção ao norte. Dessa vez, como a viagem foi relativamente curta, em torno de 190 milhas (305 quilômetros), fizemos apenas uma pequena parada no Georgia Visitor Center, logo depois que se entra no estado americano de mesmo nome.


Na parada no Georgia Visitor Center

Apesar do grande movimento nas estradas, em virtude do regresso do feriado, chegamos em Savannah pouco depois das 16h30min. O que observamos na viagem de hoje é que os americanos adoram uma viagem por rodovias, não importa como, de carro, de moto, em motorhomes, puxando trailers, enfim, o importante é estar na estrada. E isso, pelo menos no meu modesto ponto de vista, cria um questionamento do tipo "quem nasceu antes, o ovo ou a galinha?". E explico por que. As estradas nos Estados Unidos são boas por que os americanos adoram viajar, ou os americanos adoram viajar por que as estradas são boas? Ainda não consigo responder essa questão, mas, com certeza, se eu morasse por aqui iria adorar viajar por estradas também. São todas muito boas, limpas, bem conservadas, em número tal que sobra estrada para todo mundo. Há várias opções para se chegar ao mesmo lugar e sem perder qualidade.

Tudo é muito fácil nas viagens rodoviárias pelos EUA. Não há instalações comerciais ou de serviços de nenhum tipo ligadas diretamente às highways. Todas essas instalações ficam localizadas nas saídas das estradas principais, em um raio não maior do que um quilômetro de distância (usualmente menos) e todos recebem sinalização na highway informando sua existência na próxima saída da estrada. Assim, a cada 4 ou 5 milhas você encontra uma saída em que se pode encontrar de tudo, entre lojas de conveniência, restaurantes de fast-food, postos de combustíveis, hotéis e campings. Além disso, há as já citadas rest areas, os centros de informação para visitantes sempre que se muda de estado, entre outras facilidades.


Placa sinalizando os restaurantes existentes na saída 44 da I-95, assim há em todas as saídas.

Logo que chegamos a Savannah fomos direto ao hotel, o Hilton Desoto (excelentes instalações, a Vera até agora só superou nossas expectativas), fizemos nosso check in, deixamos as bagagens no quarto e saímos para conhecer a cidade. Um lugar maravilhoso, cheio de histórias, tendo sido a primeira capital da Georgia, e, ao mesmo tempo, bucólico. Uma tranquilidade só, ruas muito arborizadas, clima muito agradável e uma rua, a River Street, que beira o rio Savannah, onde se concentra a vida agitada cidade. Há várias praças na cidade que homenageiam os colonizadores da região. Embora muito antiga, parece ter sido bem planejada, em virtude da facilidade de locomoção e do desenho sempre retilínio das ruas.


Vista da sacada do quarto do Hilton em Savannah

Panorâmica do quarto do hotel

Independent Presbiterian Church - Savannah

Ana Paula e Ana Carolina na River Street - Savannah, Georgia

Na Wright Square, homenagem ao primeiro governador da Georgia, James Wright.

Prefeitura de Savannah, Georgia

Obviamente, há muito mais coisa a ser relatada e muito mais fotos a serem mostradas, mas não haveria espaço para tanto e nem tempo para elaborar tudo, além do que, o que teríamos para contar na volta se contássemos tudo aqui. Por hoje é só, pois precisamos descansar para o que vem amanhã, vamos a Charleston, na Carolina do Sul, local do início da guerra civil norte-americana, mas isso é história para outro post. Até mais.

Saint Augustine e o 4 de julho!



Antes de entrar nos detalhes desse dia de viagem, gostaria de fazer alguns comentários sobre as mensagens que nossos amigos tem nos deixado no blog.

Atualizando o blog em Miami - ô vida difícil essa (pai, dá uma olhada no tamanho dessa "latinha", parece um barrilzinho, você ia gostar dessa)

Bia, com relação às promoções do 4 de julho que você falou, não houve a menor chance de conseguirmos ver alguma coisa, o dia foi bem corrido e a viagem foi relativamente longa.
Erivelton, realmente você tinha razão quanto a vir junto conosco, até na placa do carro você apareceu. Pode ter certeza que suas dicas foram e têm sido valiosas. Com relação à balança, pode ficar sossegado, vamos nos cuidar. E nada que uma boa academia, na volta, não resolva.
Leliana, realmente a Ana Paula fez essa cara que você imaginou quando o cidadão sentou do meu lado no avião. Quanto à pergunta do Moisés sobre os eletrônicos, realmente são bem mais em conta do que pagamos no Brasil, bem mais barato mesmo. Quanto à foto do interior do carro, pode deixar que amanhã tiramos e postamos.
Vera, realmente a viagem tem sido muito boa. Agradecemos muito pela ajuda e carinho na hora de preparar as reservas de carro, hotéis, passagens, seguro e extras. Até agora, tanto hotéis quanto o carro, têm passado da expectativa.
Charline, obrigado por nos acompanhar e pela dica do livro. Mas, nesse caso, o seu parecer é suspeito. É parecer de amiga e aí não vale....rsssss. De qualquer forma, muito obrigado.
Paloma, pode deixar que faremos o possível para dar o maior número de dicas para ajudar em sua viagem. Conte com a gente.
Andreia, Edu, Tereza e Thaís, obrigado pelo carinho. Ficamos muito felizes de saber que vocês estão gostando do blog e podem ter certeza que estaremos sempre postando novidades.

Mais um pequeno detalhe antes de entrar no assunto de hoje. A Ana Paula pediu que eu fizesse um comentário sobre um fato muito importante que ficou para trás com relação ao hotel em Miami. Vocês não acreditam, mas estava acontecendo lá o 6º Encontro Anual de Muçulmanos e parecia, quando no interior do hotel, que estavamos em qualquer lugar do oriente médio ou do mundo árabe, menos nos Estados Unidos. Foi uma experiência muito interessante.

Saint Augustine e o 4 de julho

Hoje, acordamos cedo para dar uma ajeitada na bagagem antes de sair para tomar um café e cair na estrada. Não podíamos perder muito tempo, já que tínhamos um percurso razoavelmente longo de estrada e algumas coisas que gostaríamos de fazer em Saint Augustine.

Tomamos café no Starbucks, para variar. Gostamos das opções encontradas lá e os preços, pela quantidade que comemos pela manhã, é bastante razoável, tendo em vista a qualidade da rede. Voltamos para o hotel, terminamos de fechar as malas, fizemos o check out, carregamos o carro e saímos do hotel por volta de 09h10min. Primeira missão, achar um posto e abastecer. Até que não foi das missões mais difíceis que tivemos até aqui, o problema foi que o posto em paramos para abastecer não aceitava o VTM (Visa Travel Money), só que, até descobrir isso, ficamos um tempão brigando com a bomba. No final das contas, e depois da ajuda de um funcionário do posto, acabamos pagando com dinheiro mesmo.

a
Primeira missão do dia - abastecer o carro.

Depois de abastecido, pegamos a estrada por volta das 09h45min. Sem comentários sobre as estradas por aqui. Muito seguras, largas (em alguns momentos chegam a ter seis pistas de cada lado) e com uma conservação de tirar o chapéu. Embora fosse um feriado e estarmos no verão, não tivemos nenhum tipo de problema com engarrafamentos, filas ou coisas do gênero que vemos em qualquer final de semana Brasil afora. Percorremos em torno de 320 milhas pela I-95 e US-1, algo como 530 km, em aproximadamente 6 horas, contando com uma parada para almoçar e outra parada em uma Rest Area, para esticar as pernas e conhecer. As rest areas são um capítulo a parte na viagem. Espaços públicos, com área de descanso, banheiros limpos e bem aparelhados, vending machines e amplas áreas de estacionamento, sem custo algum para o viajante. Acredito que, com esse tipo de medida, economiza-se muito com acidentes ocasionados por motoristas cansados.



As Anas em frente a uma Rest Area na I-95


A chegada em Saint Augustine Beach, cidade vizinha a Saint Augustine, onde fica o hotel onde nos hospedamos, foi por volta de 03h50min. Fizemos o check in, levamos nossas malas para o quarto e já nos preparamos para sair, afinal tínhamos que chegar a Saint Augustine para conseguir um local interessante para estacionar e poder conhecer o San Marco Castle antes que fechasse à visitação, em virtude das comemorações do 4 de julho.

Pausa para falar do hotel. Pena que vamos ficar aqui apenas um dia. O hotel é muito, mais muito bom mesmo, de frente para o mar, o quarto é muito confortável, com vista para o mar e em uma localização muito mais agradável que em Miami (e olhe que em Miami ficava a poucas quadras do Bayfront Market Place, no meio da downtown). Além disso, fomos muito bem atendidos e recebidos pelo pessoal do hotel.


Vista da sacada do quarto do Holiday Inn Saint Augustine Beach

Depois dessa agradável surpresa que foi o hotel de St Augustine Beach, fomos para a St Augustine histórica. A cidade estabelecida e continuamente habitada mais antiga dos Estados Unidos, Saint Augustine tem uma fortaleza muito bacana e bem conservada chamada San Marco Castle, ou Castillo de San Marco, que vale a visita. As construções da cidade, de perceptível inspiração espanhola, em virtude da colonização desse estado norte-americano, são outro ponto alto da visita. Vale a pena.

Com relação às comemorações do 4 de julho, foi uma experiência muito bacana participar de uma festa, ao mesmo tempo, tão tradicional e sem nenhuma conotação de espetáculo feito para turistas. A atmosfera do ambiente fez a gente sentir verdadeiramente a cultura local e como se trata de um povo extremamente patriota. É um dia destinado, realmente, a celebrar a pátria. Valeu muito a pena. E o final foi coroado por um espetáculo de fogos de artifício para ninguém botar defeito. Pena que não pudemos ficar até os momentos finais, pois, se assim fizéssemos, provavelmente levaríamos horas e horas para sair da cidade, que é bastante pequena, mas que, nesse dia, reúne uma multidão vinda de todas as regiões e cidades próximas, para aproveitar as festividades e assistir ao espetáculo. É inacreditável a quantidade de gente. Os gramados no entorno do forte e na orla da Matanzas Bay ficam "qualhadas" de gente. Pessoas que vêm, se estabelecem, trazem comida e bebida e ficam horas por ali aguardando o espetáculo de fogos de artifício. No restante do tempo, há apresentações de música no coreto da praça da cidade. Recomendo a quem possa ter a oportunidade. Imperdível.

Uma das vistas a partir do interior do San Marco Castle
Multidão aguardando no entorno do San Marco Castle pelo espetáculo de fogos

Amanhã deixamos Saint Augustine e vamos para Savannah, viagem mais curta e menos atividades obrigatórias para cumprir. No próximo post prometemos mais fotos. Até lá.

sábado, 3 de julho de 2010

03 de julho - Miami e arredores

Depois de um dia que parecia sem fim e que nos levou próximos do limite da exaustão e de uma noite muito bem dormida, esse dia parecia que seria muito melhor e mais tranquilo. E podem apostar que foi. Saímos do hotel por volta de 09h e fomos tomar café em uma Starbucks que tem aqui perto (maravilha começar um dia quente tomando um Frapuccino gelado). Na volta, aproveitamos para passar em uma farmácia (modo de dizer, parece mais um supermercado, nada a ver com o conceito que temos de farmácia) e compramos algumas coisas que estavamos precisando (e que não eram remédios).


Café da manhã na Starbucks
Em frente ao Hotel

Por falar em calor, como é quente por aqui. Não estava fazendo sol, mas o clima é muito quente, abafado, úmido. Enfim, abençoado ar-condicionado.

Depois de voltarmos ao hotel e deixarmos nossas compras no quarto, pegamos o carro e fomos para Key Biscaine. Aqui é preciso deixar claro uma coisa. Não será possível decrever o que é Key Biscaine como nós vimos, pois não há palavras para descrevê-la em toda sua beleza. Fomos visitar um parque estadual chamado Bill Baggs (US$ 8,00 por carro com até 8 passageiros para entrar). O lugar é um espetáculo, tudo muito limpo, muito bem cuidado, muito bem preservado. Há pequenos quiosques com churrasqueiras para as famílias passarem o dia em contato com a natureza e o mar. Alguns piêrs, onde vários pescadores (segundo a Ana Paula eles estavam com as varas nas mãos......e deu risada.....) tentavam pegar alguns bons peixes. Nesse parque há um farol que foi construído em 1825 e que se encontra muito bem preservado. É aberto à visitação e do alto é possível se ter uma bela vista de Key Biscaine, Miami e Miami Beach.


O farol de Key Biscaine
A escadaria que leva ao topo do farol
Vista do topo do farol
 A casa do faroleiro (restaurada)
 Panorâmica com vista para Key Biscaine e o Bill Baggs State Park

Depois do Bill Baggs, voltamos para Miami para, em seguida, irmos a Miami Beach. No caminho, viemos aproveitando as belas paisagens da Key Comunity, do Crandon Park e da Rickenbacker Causeway, que liga Key Biscaine a Miami. Em Miami Beach cruzamos toda a Ocean Drive, desde South Beach, admirando a arquitetura das construções antigas e restauradas. Não conseguimos parar para aproveitar o passeio a pé por dois motivos, não havia lugar para estacionar e, infelizmente, estava chovendo. Mas mesmo assim valeu a pena.Por falar em carro, uma coisa que nos chamou a atenção aqui os EUA é que, ao contrário do Brasil, onde as placas de identificação de veículos são padronizadas para todo o país, aqui elas são sempre customizadas, cada um põe um detalhe diferente em sua própria placa.


Relógio na Ocean Dr., em South Beach, Miami Beach
Placa customizada do nosso carro

Fomos então para o Memorial do Holocausto, um passeio bem agradável e bonito, a despeito da barbárie que o holocausto representa. O Memorial do Holocausto de Miami Beach é um local amplo, repleto de esculturas e paredes granito negro em que estão gravadas fotografias impressionantes e o nome de todas as vítimas dessa passagem sombria da história.

Entrada do Memorial do Holocausto
O Memorial do Holocausto de Miami Beach
Muros de granito com fotos do holocausto gravadas
Panorâmica da parte central do memorial

Saímos de Miami Beach e lembramos que deveríamos almoçar. Voltamos para Miami, deixamos o carro no hotel e fomos conhecer o Bayside Market Place, uma espécie de shopping ao ar livre, com praças e show musicais à beira da Biscaine Bay. Almoçamos no Bubba Gump (aquele mesmo do filme do Forrest Gump) e estava muito bom. Depois percorremos todo o local e assistimos a uma apresentação muito bacana e animada de música caribenha, típica dessa região.

Próximo ao hotel com o Metrorail ao fundo
No Bubba Gump Shrimp
Nosso almoço (poucas vezes comi com tanta qualidade)
Árvore gigante no Bayside Market Place
Banco do Forrest Gump na saída do Bubba Gump Shrimp
As duas Anas com a apresentação de música caribenha ao fundo

Depois de todo esse passeio, já no final da tarde, passamos na farmácia-supermercado, compramos alguns gêneros alimentícios e voltamos ao hotel para, finalmente, acessar a internet, atualizar o nosso blog, jantar e ter uma boa noite de sono, pois amanhã teremos algumas horas de estrada até Saint Augustine, onde pretendemos assistir às comemorações do 4 de julho que acontecem à noite por lá. Até o próximo post.

Miami e o dia que parecia que não ia acabar nunca...

Vocês já tiveram a sensação de viver um dia que parecia que não ia acabar nunca, pois é, o nosso primeiro dia em Miami foi assim...e posso garantir que foi bom, mas que eu não voltaria a vivê-lo novamente também posso garantir.

Mas vamos começar do começo, como não poderia deixar de ser.

No dia 01 de julho, marcado para nossa viagem, a Ana Carolina foi fazer as duas últimas provas do bimestre e, para variar, marcadas para as duas últimas aulas da manhã. Já viram, foi aquela correria, peguei ela na escola por volta de 11h20min e fomos para casa almoçar. A Ana Paula já estava nos esperando, com minha mãe e meu pai, para almoçarmos e depois eles nos levarem ao aeroporto.


Chegando ao aeroporto

Deu tudo certo com o horário e às 13h30min já havíamos feito o check-in e despachado as bagagens e, assim, já poderíamos aguardar tranquilos pelo voo. A mãe e a irmã da Ana Paula também foram ao aeroporto para despedirem-se de nós e nos desejar uma boa viagem.


Aguardando o embarque - só faltou o pai, pois estava tirando a foto

Às 15h25min saímos de Curitiba, dentro do horário marcado, e chegamos no Rio de Janeiro, ao aeroporto do Galeão, por volta de 16h45min. Lá tivemos que aguardar a Delta abrir o check in para o voo, o que aconteceu lá pelas 18h. A nossa sorte foi ter ido para próximo do local do check in por volta das 17h30min. Logo depois que chegamos lá e começamos a formar uma fila, juntamente com um pequeno grupo de pessoas que estavam por lá, chegaram três grupos de excurção para a Disney, a esmagadora maioria dos integrantes desses grupos eram adolescentes. Dá para imaginar como foi a bagunça. Chega a dar pena dos responsáveis pelos grupos. Depois do check in para Atlanta e Miami pronto, fomos dar uma volta no aeroporto e fazer um lanchinho básico, pois não sabíamos o que nos esperava no avião.

Depois disso fomos para a sala de embarque e lá fomos dar uma bisbilhotada na tal do free shop, uma decepção, tudo muito mais caro do que nos EUA e, muitas vezes, mais caro do que pagamos no Brasil, em qualquer loja.

O voo estava marcado para sair às 22h12min, mas foi sair apenas às 22h30min, um pequeno atraso em virtude dos procedimentos de embarque. Até aqui tudo bem. Foi a partir desse momento que o bicho começou a pegar. Para começar, no meu lado sentou um senhor americano, relativamente acima do peso (gordo mesmo, mas isso seria politicamente incorreto e eu poderia ser processado) e que, depois que dormiu, queria ocupar mais espaço ainda, o qual já não era muito grande. A Ana Paula assistiu a todos os filmes que passaram durante a viagem. Quem realmente dormiu, depois do jantar, foi a Ana Carolina, que só foi acordar somente um pouco antes de servirem o café no avião.

Pausa para falar do jantar. A comida que serviram no voo da Delta, do Rio de Janeiro a Atlanta até que estava boa. Havia duas opções de prato, um a base de frango (peito de frango, arroz com espinafre e vegetais refogados) e outro a base de massa (canelones de ricota com espinafre refogado). Os dois pratos eram acompanhados de salada de alface e tomate, pão, bolacha salgada, cookies, manteiga e requeijão. Para beber, refrigerantes, sucos, cerveja e vinho, à escolha do cliente.


Jantar no avião

Voltemos à viagem, por volta de 05h30min acenderam todas luzes do avião para começar o serviço do café. Não sei dizer se isso foi bom ou ruim. Para quem não conseguia dormir acabaram-se as esperanças, por outro lado acabava o tormento de ver os outros dormindo e não conseguir dormir. Pelo jantar servido na noite anterior a expectativa pelo café era grande. Que decepção. Foram servidos um sanduíche quente de ovo, espinafre (a Ana Paula falou que estava em promoção, também estou achando) e queijo, tudo bem gorduroso, no estilo americano, e uma banana, que estava meio verde e amarra. Horrível. Não vou nem falar do café. Me recuso, aquilo não era café.

Chegamos em Atlanta às 06h30min, horário local, 07h30min no Brasil, e fomos para a hora que a Ana Paula mais temia, a IMIGRAÇÃO, fomos atendidos por agente da agência da imigração gigante, cheio de tatuagens nos braços, cabeça raspada, que, à primeira vista, parecia ter saído de um daqueles seriados tipo Prision Break, dava até medo. No entanto foi tudo muito tranquilo, logo após ele perguntar onde iríamos ficar e por quanto tempo e eu começar a explicar que ficaríamos apenas dois dias em Miami e aí partiríamos para uma viagem até New York, o sujeito ficou bastante simpático, interessou-se pela história, achou que a gente era maluco de fazer uma viagem tão longa dirigindo e quis saber até o tipo de carro que havíamos alugado. Carimbou nossos passaportes e nos desejou boa viagem e boa sorte. Essa tiramos de letra.

Depois fomos retirar nossas bagagens que precisavam passar pela alfândega e ser reembarcada em um voo doméstico para Miami. Embarcada a bagagem fomos procurar a sala e o portão de embarque. Eu já havia estado em aeroportos grandes antes, como o de New York e o de Tokyo, mas como esse de Atlanta não sei se há outro igual. Tem um metrô dentro das instalações para levar você de um terminal a outro. São seis ao todo, fora a área de comum do aeroporto (dê uma olhada no post sobre os aeroportos da ida). É gigante, mas muito bem organizado, achamos facilmente nosso portão de embarque e ficamos aguardando para partir para Miami.


Aeroporto de Atlanta (as duas fotos)

O voo para Miami foi bastante tranquilo, saiu e chegou no horário correto. A única coisa que a Ana Paula achou interessante foi a de que os americanos utilizam esse voo como quem pega o ônibus para ir à praia, de chinelo, bermudas, camiseta regata e até bolsa de praia (palha). Chegamos em Miami às 10h45min e ficamos aguardando nossas malas, o que demorou um pouco, mas vieram todas, o que era a maior preocupação da Ana Paula. Bagagens em mãos, pegamos um shuttle da Hertz e fomos pegar o carro que havíamos alugado. Fomos muito bem atendidos na loja e nos entregaram, sem pedirmos ou pagarmos mais por isso, um carro de categoria melhor. Havíamos feito a reserva para um carro intermediário (Mazda 6 ou Nissan Sentra) e nos deram um carro da categoria Green Collection, o Toyota Camry. Show de bola, automático, espaçoso, confortável, silencioso, muito bem equipado e com um GPS que, depois de alguns pequenos desentendimentos, está nos orientando muito bem.


O carrão que locamos para a viagem de Miami a New York - a foto é do dia seguinte, mas é apenas para ilustrar

Saímos da loja da Hertz e nossa primeira parada foi na loja da Best Buy, pois queríamos comprar logo o netbook (com o qual estamos nos comunicando agora) e uma nova máquina fotográfica (que ajudou a ilustrar esse post). Ainda não estava me entendo muito bem com o GPS e me adaptando ao carro, aliado a um trânsito maluco e avenidas e highways gigantes, mas saímos de lá e conseguimos chegar ao Dolphin Mall, por volta das 13h45min, sem nenhum contratempo, a não ser pelo motivo de estarmos acordados a mais de 30 horas e de não termos almoçado e estarmos morrendo de fome e sede. Comemos no Burguer King (pelo menos era conhecido e não estávamos em condições de ficar escolhendo e decidindo) e partimos para as compras. Lá pelas 18h já havíamos feito a maioria das compras que gostaríamos e, para vocês terem um idéia do nosso estado físico e mental, a Ana Paula e Ana Carolina queriam ir correndo para o hotel, embora só tivessemos conhecido metade do shopping. Sorte das sortes, estava chovendo, o trânsito estava digno de final de expediente de sexta-feira e nós ainda continuávamos a ter alguns desentendimentos com o danado do GPS. Parecia que a mulher que fica lá dentro estava de sacanagem com a gente, mas conseguimos chegar no hotel.


                        Compras no Dolphin Mall

Fizemos o check in no hotel, subimos tomar um bom banho e fomos atrás de algo para comer. Achamos um Pizza Hut bem próximo ao hotel, compramos uma pizza e trouxemos para o hotel para comermos no quarto. Mas antes de comer resolvemos telefonar e dar sinal de vida para nossas famílias, que deviam estar ansiosas por notícias. Compramos um cartão telefônico no Dolphin Mall e fomos tentar utilizar no hotel. Não funcionou. Compramos outro em uma Gift Shop do hotel e, surpresa, não conseguíamos completar a ligação. Voltei a falar com o dono da loja. Ele me explicou como se fazia, novamente, e lá fomos nós de novo. Resumindo, após uns 30 minutos e com a pizza quase fria, desistimos. Subimos comer e, antes de dormir, desci novamente ao lobby do hotel e, depois de algumas tentativas, consegui completar uma ligação para a casa de meus pais e falei com minha mãe. Já eram 22h30min aqui, 23h30min no Brasil, e pedi para ela avisar aos pais da Ana Paula que estava tudo bem e que no dia seguinte ela ligaria. Subi para dormir por que já não me aguentava mais e por que as minhas duas companheiras já estavam quase aos roncos.


Foto panorâmica de nosso quarto no Hyatt Regency Miami

Por tudo isso é que ontem acabamos não postando nada em nosso blog. Esperamos que isso não aconteça mais, afinal, temos leitores fiéis a contentar com notícias nossas. Até o próximo post.